Neste 13 de maio de 2026, o governo Lula revogou a taxação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A medida, que arrecadou R$ 9 bilhões, foi encerrada por meio de medida provisória após fortes sinais de rejeição popular e desgaste político em um cenário de busca por reeleição.
O que era exatamente a taxa das blusinhas?
Era um imposto de importação de 20% aplicado sobre compras internacionais de baixo valor, até 50 dólares, feitas em sites como Shein, Shopee e Amazon. Antes dessa regra, essas compras eram isentas de impostos federais para pessoas físicas, o que gerava reclamações de lojistas brasileiros sobre uma concorrência desleal.
Por que o governo mudou de ideia e revogou o imposto?
O principal motivo foi o medo de perder eleitores. Pesquisas indicaram que 62% dos brasileiros reprovavam a medida, tornando-a o maior símbolo de desgaste da atual gestão. Com o objetivo de recuperar popularidade e focar na reeleição, o presidente Lula passou a classificar a taxa como desnecessária e prejudicial à imagem do governo.
Quem foi mais afetado pela cobrança enquanto ela valeu?
A população de baixa renda foi a que mais sentiu o peso no bolso. Um levantamento mostrou que cerca de 14 milhões de pessoas das classes C, D e E deixaram de comprar produtos on-line do exterior entre 2024 e 2025, o que representa uma queda de 35% no consumo desse grupo.
Como a indústria e o varejo nacional reagiram ao fim da taxa?
Empresários brasileiros estão muito preocupados. Eles argumentam que, sem o imposto para os produtos de fora, as fábricas e lojas do Brasil não conseguem competir devido aos altos custos de produção e impostos internos. O empresário Luciano Hang, por exemplo, descreveu a decisão como um tsunami que pode causar falências e desemprego.
O PT sempre apoiou a criação dessa taxa?
Houve muita contradição. Embora líderes do PT tenham tentado se distanciar da medida para evitar críticas, o fato é que todos os parlamentares do partido votaram a favor da aprovação do imposto no Congresso em 2024. A narrativa mudou conforme a resistência da população aumentou nas redes sociais.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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